segunda-feira, 6 de julho de 2009

Para divertir


Nadaver



Malvados



Caixa PreTTA



Depósito do Calvin

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Editor de imagens online

Sabe quando você precisa editar uma imagem e não tem nenhum editor decente no computador que está usando no momento? Bom, eu sei. É quase desesperador quando você percebe que a única ferramenta à sua disposição é o Paint.

O pixlr é gratuito e é bastante poderoso, considerando que é um aplicativo totalmente desenvolvido em flash. A não ser que você trabalhe diretamente com edições de imagem, este programa é perfeito para as edições do dia a dia.



O site carrega rapidamente, mesmo com uma conexão um pouco mais lenta (como a minha no trabalho), permite layers, pincéis, filtros, redimensionamento e é possível trabalhar com mais de uma imagem ao mesmo tempo.

A interface é toda em inglês, mas é fácil de usar. Se você já usa o Photoshop, vai reconhecer os menus e paletas, que são muito parecidas.

Depois de pronto, é só salvar seu trabalho localmente. As imagens deste post e do anterior foram editadas pelo pixlr. Aproveite.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Pirataria de música. #mimimi

Sabe uma coisa que me irrita? Quando vejo gente reclamando ou protestando sobre downloads ilegais de músicas. Não quero incentivar a pirataria, longe disso, mas me incomoda ver que as pessoas não conseguem (na verdade, não querem) se adaptar às mudanças na sociedade em que estão inseridas.

Gavanha-se dinheiro com LP. Ótimo. O CD chegou, diminuiu o tamanho da mídia e trouxe outros benefícios. As coisas mudaram, mas ainda era possível ganhar dinheiro com ele. Até aí, tudo tranquilo. Então, foi inventado o mp3. E o horror se instaurou... Redes P2P foram cada vez mais usadas para quebrar a lei, novos softwares foram desenvolvidos com o intuito de facilitar a obtenção de arquivos de música dos nossos artistas preferidos e mp3 players foram criados, permitindo que qualquer um pudesse ouvir qualquer música, em qualquer lugar, usando apenas um aparelhinho que cabe no bolso.

As coisas mudam. Quem não consegue perceber que isso também se aplica aos negócios, pode cair no limbo para sempre. Significa que músicos perderam o direito de ganhar dinheiro com seu trabalho? Não, significa que vender música, da forma como ainda é feito hoje, está deixando de ser um negócio tão rentável, mas existem outras formas de continuar no mercado. Ainda é possível fazer shows, comparecer em eventos, receber pelo benefício da presença, coisa que não pode ser substituída. E, certamente, novas formas de remuneração surgirão à medida em que a mentalidade for mudando. Ter visão e saber inovar é a diferença entre ser sempre recompensado ou ser esquecido.

Não dá pra ignorar também que o donwload de músicas e os sites de streaming permitiram que os artistas menos conhecidos conseguissem um lugar ao sol, já que a ditadura das rádios e seus jabás está sendo derrubada. Agora todo mundo faz sua própria programação, ouve o que quer, grava a seleção que tem vontade.

Tudo isso me lembra a triste história de uma empresa familiar, passada de geração para geração, que fabricava apenas um pauzinho para bater no cavalo puxador de charrete. Era um negócio fantástico, todo mundo usava charrete para se locomover. O lucro era certo e os empresários não sentiam necessidade de diversificar seu negócio, afinal, o que a população iria fazer? Andar à pé? Os ricos compravam mais de uma charrete para presentear o filho com 18 anos recém-completos. As madames tinham suas próprias charretes para ir às compras sem atrapalhar os maridos.

Até a visão de futuro deles era perfeita: com os empréstimos consignados, os aposentados poderiam comprar suas próprias charretes. Veríamos charretes tunadas pelas ruas, com lampiões estroboscópicos e gramofones de alta potência e charretes de luxo para eventos, com minibar e teto solar.

Imagino a decepção e o desespero causados pela chegada do automóvel, seguido por Ford e sua linha de montagem.

Aconteceu uma vez, pode acontecer de novo.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Magic Pen

Um joguinho divertido para acabar com a produtividade no trabalho, enquanto o chefe estiver naquela reunião interminável. Parece simples, mas você vai precisar botar a cabeça pra funcionar depois de passar algumas fases e vai desejar não ter faltado à aquelas aulas de coordenação motora do jardim de infância.


Não subestime o poder da caneta

Funciona assim: você tem que fazer uma bolinha vermelha encostar em uma bandeira para recolhê-la. Pra isso, deve usar a tal caneta mágica para desenhar formas geométricas no cenário, de forma a empurrar a bolinha para o seu objetivo.

Para desenhar, clique e arraste com o botão esquerdo do mouse. Para criar um pêndulo, segure o "D" e clique no local desejado, desenhando logo em seguida. Para criar um pino, fixando outro objeto, use a tecla "S" e para apagar, aperte "A".

Se a bolinha cair no abismo, ela volta à posição inicial, mas se o seu objeto cair, já era. Agora é só diversão.

domingo, 21 de junho de 2009

Sobre viver em dois mundos

Esse negócio de mundo virtual é estranho. Ele "não existe", mas você quer fazer parte dele. Você passa horas sentado em frente ao computador, ou grudado no celular, lendo blogs de humor, vendo vídeos inúteis, e diz à todos que a internet é uma excelente forma de buscar conteúdo*. Você usa algumas ferramentas que alguns dos seus amigos nem sabem pra que serve e, quando lhe perguntam, você não sabe bem explicar o que é.

É como um vício. Você quer, sabe que está, de alguma forma, sendo prejudicado por ele, mas não larga.

A moda agora é o Twitter. Qualquer um pode perceber, sem nem ter entrado neste blog antes, que há muito tempo desde que o último post foi escrito. Mas como eu coloquei o widget de updates do meu Twitter na barra lateral, me senti quase compelido a escrever este texto. Sem conteúdo algum. É quase como uma droga dominando o cérebro e fazendo o usuário agir sem nem saber bem porquê.

Não quer dizer, é claro, que o mundo real não tenha seus atrativos. Na verdade, tais atrativos são até maiores, melhores e sem cortes. Um banho de piscina em um dia de sol sempre será melhor que acessar o Orkut. Uma corrida no parque, até pra quem detesta correr, é mais vantajoso do que uma missão em Call of Duty 4 (com ou sem cheats) e paquerar sempre vai ser mais gostoso se você puder falar baixinho no ouvido e não precisar esperar a janela piscar no MSN.

Mas não é por isso que devemos abolir todo e qualquer comportamento nerd das nossas vidas. Faz parte da cultura atual, oras. E problema de quem não consegue ver a graça em se comunicar com apenas 140 caracteres.
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* Claro que a internet é uma ótima ferramente pra buscar conteúdo útil. Só que tem gente que prefere ler tirinhas dos malvados. =)

sábado, 6 de dezembro de 2008

Ainda agora, na bat-caverna

Agora há pouco, umas oito horas da manhã, meu celular toca. E como por uma preça pregada pelo irônico destino, ele não estava na minha mesa de cabeceira, me forçando a levantar para atendê-lo, com o peso do sono ainda em minhas pálpebras:

- Alô.
- Vocês estão onde? - Indaga uma voz completamente desconhecida.
- Eu estou na minha cama dormindo.
- Ah, desculpe.

domingo, 25 de maio de 2008

Se ainda não deu, dê agora... Uma navegada na internet.

Eu fico pensando no que leva uma pessoa a escolher o motel que freqüenta, estabelecendo como critério o oferecimento ou não de serviços de internet. Sim, porque a moda agora é essa: “internet grátis em todas as suítes”. Se você prestar atenção, é o tipo que coisa que, além de não ajudar, ainda atrapalha.

Deixe-me ilustrar uma situação. Um casal acaba de chegar, estaciona o carro e sobe as escadas. Os dois começam com as brincadeiras, entram nas preliminares, aquele mãonaquilo-aquilonamão já conhecido por todos, quando de repente ocorre uma pausa nos trabalhos:
- Amor, espera só um pouco que eu vou ali ver o meu Orkut.
Ou ainda, para os que justificam que o uso seria apenas para o necessário:
- Meu anjo, vai começando sozinha enquanto eu vejo a cotação das minhas ações na bolsa.
Necessário? A não ser que você resolva levar sua coleguinha de trabalho para o motel mais próximo na hora do almoço e mandar um e-mail para o chefe dizendo que vai se atrasar, não consigo enxergar sequer um motivo plausível para visitar o mundo virtual em um quarto construído especialmente para atos bem reais.


Namorada virtual offline

E mesmo assim, quando seu chefe perceber que sua coleguinha também se atrasou e ainda chegou toda serelepe, com o cabelo molhado e cheirinho de sabonete (coisa de amador), qualquer desculpa que você tenha escrito cairá por terra em segundos.

Nem eu, que sou um quase viciado em internet, achei isso vantajoso. Uma palhaçada, para ser mais conciso. Mas antes de terminar este texto, li uma reportagem que me mostrou, mais uma vez, que as pessoas podem ter prioriades diferentes das minhas e que existem criaturas que preferem jogar videogame a fazer sexo, por exemplo.

Ainda deve ter quem leve sua própria webcam – com CD de instalação e tudo – para fazer sexo virtual com vídeo pelo MSN. Não que eu veja problemas em alguém mostrar suas partes íntimas para um amiguinho colorido virtual, mas pagar caro para fazer isso por quatro horas?!

Cada um com seus problemas.
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P.S.: Este post foi publicado em casa mesmo.

domingo, 18 de maio de 2008

O dia em que acertei um ciclista

Era manhã naquela quarta-feira chuvosa. O tempo escuro prejudicava a visibilidade enquanto eu me dirigia ao trabalho, como faz todo simples mortal em dia de semana. A cabeça estava repleta de pensamentos como: “preciso terminar meu relatório antes do fim do mês”, “será que aquele aumento vai sair?” e “por que as pessoas me xingam tanto quando exponho minha opinião sobre as festas de casamento?”. Não que este último tema me incomode de fato, mas enfim.

A namorada estava sentada no banco ao meu lado conversando um misto de amenidades com reclamações sobre seu próprio trabalho, enquanto os carros passavam livremente no trânsito tranqüilo das primeiras horas do dia.


Olha pra ela. Tão feliz, falando incessantemente.

Mas a conversa, o tempo e os pensamentos não foram causadores de uma distração que pudesse me fazer perder o controle do veículo, ao ponto de atropelar pessoas. Não, não. Eu sou treinado para dirigir em situações adversas e isso não me afetaria.

A culpa foi dele!

Tudo estava indo muito bem na minha faixa, tentando permanecer o máximo de tempo em cima do asfalto (as ruas de Recife são grandes buracos adornados por pequenos pedaços de asfalto), até que o cidadão – que vinha em sentido contrário – resolve fazer o mesmo e joga sua bicicleta para cima do carro, acertando o retrovisor esquerdo com uma precisão similar a dos chutes de Chuck Norris.

Encosto o carro, xingo a mãe dele, ligo o pisca-alerta e vejo a expressão de cólica menstrual do infeliz refletida no meu retrovisor central, enquanto procuro pelos pedaços do meu espelho pelo chão.

Como ele estava usando roupas de alguém que não podia comprar nem o próprio almoço do dia, assumi que o prejuízo já era meu e fui lá verificar se ele tinha, ao menos, perdido o movimento dos dedos, coisa que não aconteceu. Ele pediu desculpas, disse que foi sem querer, que não ia fazer mais isso com ninguém... Então fui trabalhar, calculando mentalmente o que sairia da minha conta bancária nos próximos dias.

Eu sempre disse que ciclistas deveriam trafegar nas calçadas, mas ninguém me escuta.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

A tecnologia ao alcance de (quase) todos

A vantagem em ter um celular com câmera é que você pode registrar praticamente qualquer situação, a qualquer momento, visto que o celular é um aparelhinho safado, que foi entrando aos poucos nas nossas vidas e nos acompanha em todo lugar hoje em dia.

Se estiver no shopping, tira uma foto da decoração de natal. Se estiver em um barzinho, tira uma foto daquela maminha mal-passada que chega quentinha, acompanhada de farofa, vinagrete e macaxeira frita. Se estiver na rua, tira uma foto daquela mocinha serelepe e sorriso fácil que passou te dando mole. Sendo essa última idéia a menos recomendada, porque a modelo passante pode até não ver, mas o ladrão está sempre por perto.

Sem falar que ainda é possível fazer pequenas surpresas a pessoas queridas, enviando fotos de paisagens que só você pode ver no momento, já que o outro está de cama, delirando com trinta e nove graus de febre, enquanto você está na praia, curtindo o sol e uma cerveja gelada.

Enfim, o conceito é genial. O inconveniente é que se você não tiver dinheiro para comprar um celular com uma câmera de três megapixels embutida e ainda mais dinheiro para andar em carros blindados, evitando os assaltos nos semáforos, a frustração é o seu destino certo. O meu celular, por exemplo, registra uma foto boa a cada vinte e seis tentativas frustradas. Só que como eu não desisto fácil, continuo saindo com ele por aí e obrigando as pessoas que estão comigo a repetir a mesma pose várias vezes.

Mas tenho certeza que os idealizadores dessa idéia deixaram passar um pequeno detalhe na hora da criação: as namoradas ciumentas. Não estou falando aqui da possibilidade da namoradinha pegar uma foto indevida no telefone do seu amado, não é isso. Afinal, esse é um dos principais motivos da função "excluir" ter sido inserida nos comandos dos telefones. O problema a que me refiro é o potencial aumento na capacidade de flagrante. Observe:
Namorada: Onde você está, meu amor?
Cidadão de bem: Estou no trabalho, meu anjo.
Namorada: Sei... Então tira uma foto e manda pra mim agora!
No final das contas, talvez seja melhor voltar a usar orelhão.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Velho é a vovozinha... Não é?

Lendo o post Conversas Insólitas III, do Bunda Furada*, lembrei de algumas situações e características que me fizeram ser taxado como velho para a minha idade.

Fofocas e falatório sobre a vida de conhecidos, que não afetam em nada nas nossas vidas (como o namoro de Fulana que acabou ou o que Beltrano disse sobre Cicrano na festa da semana passada), é tão fútil e infantil que me irrita. Tietagem por famosos, especialmente por causa de beleza, também. E não é só ver pessoas fazendo isso, mas saber que fazem ou fizeram já é irritante.

Também nunca gostei de boate. Freqüentava muito pouco quando mais novo, mas com o único objetivo de tentar me dar bem com as meninas. Em poucas horas eu já estava com dores nas costas por ter passado tanto tempo em pé e fazendo verdadeiras acrobacias para me desvencilhar de todas aquelas pessoas que insistem em superlotar os ambientes e acham isso divertidíssimo.
Dizem que eu sou velho por não gostar de coisas como carnaval, shows de axé, carnaval fora de época com shows de axé e boates lotadas de menininhas frescas e playboyzinhos com camisetas apertadas arrotando "eu tenho dinheiro" pra todos os lados.

Eu gosto do que eu gosto, ué. Lasquem-se todos.
O fato é que, apesar de existirem relatos atestando que possuo um "jeito extroverdido e gente boa que as pessoas adoram", isso não condiz com a realidade. Ao menos, não em todos os casos. Mas velho? Nah... Eu sou um menino ainda. =)

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* Ainda não sei bem qual é a verdadeira interpretação a ser dada para o nome do blog da Lívia. Afinal, toda bunda é furada, não?

sábado, 16 de fevereiro de 2008

É bem simples: diga que não tem o que eles mais querem

O que leva uma empresa a mandar seus funcionários ligarem pra casa dos outros pra encher o saco oferecendo produtos em um sábado pela manhã? Vocês acham que por não ser um dia útil e por estar em casa sem fazer nada eu estarei predisposto a gastar dinheiro, é isso?

Eu já fujo da Editora Abril e ignoro ligações dos jornais. Eu raramente atendo o telefone, pra poder mandar dizer que não estou em casa. Mas dessa vez eu não consegui evitar.
- Sr. Carlos, bom dia.
- Bom dia.
- Aqui é do Banco X e estou ligando para informar que o senhor foi contemplado com uma linha de crédito especial.
- Ah, que legal. ¬¬
- O senhor vai ter direito a um cartão de crédito especial e poderá pagar suas compras, serviços, combustível, remédios, fatura de outros cartões, brinquedos, lanche na padaria e filmes pornográficos na TV por assinatura, tudo isso divido em até dezoito parcelas fixas na sua fatura especial.
- Hum.
- O senhor gostou dos nossos serviços?
- É, gostei. Mas eu vou pagar quanto por isso?
- O senhor só paga o que utilizar, sem tarifas.
- Sei.
- Agora vamos preencher seu cadastro para que eu possa enviar seu cartão especial. Qual a renda mensal do senhor?
- Eu não tenho isso não, sou desempregado.
- Ah... Certo. Bem... Um momento, por favor.
(3 segundos depois)

* tu tu tu tu *

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Não me interrompa enquanto cozinho

Chego de manhã na cozinha com fome, abro e geladeira e pego um ovo. Abro o armário e alcanço a frigideira por trás de outras panelas. Quando já estou com a manteiga na mão, a empregada olha pra mim e diz:

- Tu vai fritar teu próprio ovo pro café? Não acredito!
- O meu mesmo não, vou fritar o da galinha.

¬¬

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

O que pode ser isso?

Venho aqui para compartilhar um acontecimento que me deixou perplexo, ocorrido minutos antes do almoço hoje, em uma tentativa de encontrar algumas respostas. Peço apenas que não tripudiem em cima da minha desgraça. É um assunto sério e grave, sem causas definidas e que me trouxe dúvidas sobre o sentido da nossa existência nesse universo.

Estava tomando banho, na maior tranquilidade, quando de repente toca na minha mente a música a seguir:
O que eu posso fazer
Se você não pode dar
O amor que eu sonhei
Sinto, mas vou te deixar
Eu já não me sinto bem
Com sua presença
Seu tempo acabou
Vai! Tchau e Bença!
Então eu parei subitamente. Olhei para os lados e estava sozinho. Olhei pela janela e não vi nem ouvi nada de anormal, apenas o papagaio do vizinho gritando palavras incompreensíveis, mas sem ritmo algum.

Sem ter o que fazer, terminei o banho e fui para o quarto, ainda intrigado. Quando estava terminando de me vestir, sai pela minha boca em voz baixa, quase um sussurro desafinado:
Deixa acontecer naturalmente
Eu não quero ver você chorar
Deixa que o amor encontre a gente
Nosso caso vai eternizar
Aí eu comecei a ficar preocupado. De onde vem isso? Estou me convertendo ao pagodeísmo e não sei? O carnaval me causou danos cerebrais irreversíveis? O que está acontecendo comigo, Senhor?

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

O spam não me pega

Sabe o serviço anti-spam do Gmail? Ele pega todas as mensagens que julga serem indesejadas e joga em uma pastinha com o nome Spam, guardando tudo por 30 dias. Eu costumava limpar essa pasta com freqüência, mas enchi o saco e deixei pra lá.

Nesse momento eu tenho quase 300 mensagens me perguntando se eu quero aumentar meu pênis em até 4 polegadas (dizendo, inclusive, que eu não vou mais ter que sentir vergonha pelo tamanho do meu instrumento, ou male device, como queira), me oferecendo técnicas infalíveis para satisfazer uma mulher na cama de uma forma nunca antes vista e me vendendo remédios, muitos remédios, desde Vigra a qualquer tipo de medications com até 90% de desconto.

Eu só quero dizer uma coisa: os nerds de hoje não são mais como antigamente e não ficamos mais com aquele brilho no olhar só de pensar na possibilidade de conseguir tudo isso.

Hoje sabemos que é mentira, tá?

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Nem todos estão preparados para o mundo online

É fato que nos dias de hoje as formas de comunicação estão mais evoluídas do que há alguns anos e esse é um caminho tão longo que não conseguimos ainda enxergar um final. Por isso muitas atitudes mudaram, formas de fazer certas coisas estão diferentes e até a maneira de entender o mundo já não é mais a mesma em algumas situações.

Mas tem gente que exagera. Eu conheço uma pessoa que, após ter sido apresentado à internet, começou a adaptar situações normais do cotidiano para que se encaixem em sua peculiar maneira de vida pós-inclusão-digital, onde o Orkut é a sua nova forma de comunicação.

Virou uma espécie de zumbi que passa a maior parte do seu dia na frente do computador, fuçando perfis de desconhecidos e agindo como se o mundo todo partilhasse de sua obssessão. Não me surpreenderia até se, ao pedir em namoro sua novíssima girlfriend, tivesse perguntado algo como "que tal mudarmos nosso relationship status para committed?"

Às vezes dá medo.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

A saga de um viajante

Sabe o concurso da Polícia Rodoviária Federal? Então... Lá fui eu, todo esperançoso, pra Belém do Pará fazer a prova.

Com a passagem comprada na Gol, em uma daquelas maravilhosas promoções que me rendeu um desconto de aproximadamente 50% do valor real, chego no aeroporto com uma hora de antecedência, mala na mão, banho tomado e perfumado, como todo viajante deveria ser. Pobre, mas bem limpinho.

[PAUSA]

Uma coisa que eu estava comentando ontem aqui em casa: antigamente as pessoas se arrumavam mais pra viajar. Hoje a gente vê pessoas de short, camiseta regata e chinelo, achando que está na sala de casa vendo Faustão... Que mania que esse povo tem de querer popularizar tudo.

[/PAUSA]

Ao embarcar, percebo rapidamente que a minha memória não estava me enganando e que as lembranças que tinha do desconforto dentro daquela aeronave eram bastante fiéis à realidade. Assentos pequenos, fileiras tão juntas umas das outras que era complicado pra esticar as pernas... Fiquei torcendo para que o passageiro do meu lado não fosse um gordinho alguém com ossos grandes e que ocupasse muito espaço, ou minha integridade física e minhas Goiabinhas estariam comprometidas.

Mas dei sorte. Não tinha ninguém do meu lado, então pulei prontamente para o assento na janelinha, o que me deu uma excelente visão da praia de boa viagem, com a água límpida (ao menos de cima) e seus famosos e queridos tubarões. Ok, estes últimos eu não vi, mas seria legal, não seria?

Logo depois veio a comissária pedindo licença para passar com o carrinho de comida para servir nossa refeição. Sabe o que eu acho legal disso? Elas parecem acreditar que aquilo que nos servem é, de fato, uma refeição nutritiva e não um biscoito safado com recheio de goiabada que pode ser comprado por três reais menos de um real numa barraca qualquer.
- O senhor aceita uma Goiabinha?
- Duas, por favor. E um guaraná com gelo.


Delííícia

Sério, isso mata a fome de alguém? Sem falar que o meu vôo teve duas escalas, ou seja, eu seria servido de uma refeição igual a essa três vezes. Seria a primeira overdose de Goiabinha da história.

Mas o fato é que o concurso foi cancelado. E eu só soube disso depois de ter chegado lá... Foi um banho de água gelada (essa expressão não poderia ser mais clichê) e eu não queria ficar mais naquela cidade. Então a saga começou.

Voltei para o aeroporto na esperança de conseguir antecipar o vôo para o mesmo dia e voltar pra casa o mais rápido possível. A atendende, com seu aparelho dentário que quase a impedia de emitir sons corretamente e a fazia cuspir em frases mais longas, me disse que o vôo estava lotado e me aconselhou a colocar o nome em uma lista de espera de possíveis desistentes.

Enxuguei meu rosto com a manga da camisa e me encaminhei ao balcão, onde fui informado que um apressadinho já estava encabeçando a lista, me deixando em segundo. Ou seja, duas pessoas teriam que desistir / se atrasar / morrer de ataque cardíaco fulminante para eu poder voltar pra casa.

Como eu não tinha mais o que fazer, fui almoçar em um restaurante muito bem freqüentado e depois fui gastar dinheiro na lan house mais próxima, onde um cara estava acessando o Par Perfeito e vendo fotos de mulheres feias de meia idade.

Foi quando uma luz de esperança (cara, essa palavra tem sinônimo?) surgiu no horizonte. Chega uma mulher na lan house falando com voz de tristeza, mas eu nem me virei pra olhar, só ouvi:

- Alguém poderia me ajudar a fazer um boletim de ocorrência pela internet?
(Silêncio)
- Alguém? Minha mãe perdeu o documento e não vai poder viajar.
Continuei ignorando a mulher do mesmo jeito (ema ema ema, eu já tinha o meu problema), até que a atendente veio em seu socorro perguntando os dados da velhinha. No momento em que ela disse o número da identidade e falou que o órgão expedidor era SSP/PE meus olhos brilharam e uma conversa no MSN aconteceu:
- MX, tô ouvindo uma história aqui por alto... Parece que alguém de PE perdeu um documento. Talvez não possa viajar.
- Opa! Menos um.
- A mulher tá aqui na lan querendo fazer um BO. Se bem que a mullher que perdeu é tão velhinha, tadinha. Tá ela e a filha... Se uma não for a outra não vai.
- Não se senbilize! Seja forte. Há interesses em jogo!
- Hahaha. Cara, isso é o máximo!
Mas nada aconteceu. A velhinha foi pra casa eu passei três dias em Belém, fazendo passeios turísticos, gastando dinheiro e sendo mordido por carapanãs. Mas quer saber? Até que foi divertido.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Sobre a vida virtual

Sabem aquele e-mail que vem com o assunto "a polícia pede pra repassar"? Então... Eu não vou repassar, eu nem sequer sei do que se trata, apago sem abrir.

E, por favor, aprendam de uma vez por todas o que é phishing, o que é corrente e o que é spam e parem de me mandar essas coisas.

Saco.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Eu estou no Twitter, o mais novo sucesso do momento

A nova sensação do verão, como diria a Dedinha, é o Twitter, um serviço de micro-blogging que, apesar de parecer inútil à primeira vista, pode ser "uma ferramenta eletrônica de comunicação tão útil quanto qualquer outra". A idéia inicial é postar o que se está fazendo no momento, mas qualquer um pode escrever o que bem quiser, na hora que quiser e quantas vezes quiser. E seus "seguidores" podem até receber seus micro-posts no celular.

Logo quando ouvi falar disso, descartei a idéia imediatamente. "O que eu estou fazendo agora? Não é da sua conta, oras." Sem falar que parece mais uma ferramenta usada por miguxos para falar sobre futilidades com um limite pequeno de caracteres. Mas como todo viciado em internet que não pode ver uma novidade, mudei de idéia e criei um pra mim.


E se eu não quiser contar?

Minha motivação foi ter pensado na possibilidade de micro-postar alguns insights, idéias e frases idiotas que aparecem na minha cabeça todos os dias. Mas, logo depois de ter criado um e escrito uma asneira qualquer para inaugurar, lembrei que a maioria dos meus posts (post é no blog, micro-post é no Twitter, só pra ficar mais claro) nada mais são do que um monte de palavras organizadas com o único objetivo de encher lingüiça para poder postar aquele mesmo insight que eu micro-postaria, só que de uma forma mais elaborada.

Ou seja, em vez de desenvolver a idéia, eu simplesmente a jogaria do jeito que me veio à mente em uma caixinha de 140 caracteres, completamente fora de contexto, tão fácil e rapidamente que me daria ainda mais preguiça de escrever qualquer outra coisa... E este blog morreria para sempre.

Talvez não seja uma boa idéia. Mas como eu sou teimoso, ele vai continuar por lá e é até possível que eu o atualize de vez em quando. É, eu tenho esse problema: concluo as coisas racionalmente, mas nem sempre sigo o que a cabeça diz.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Sobre fetiches e slogans

É a escrava Isaura, oras!Por falar em motel, acho que alguém aqui em Recife resolveu explorar a questão histórica brasileira numa tentativa de aproveitar fetiches para ganhar dinheiro. Existe na cidade um estabelecimento chamado Motel Senzala (procurei, mas não achei nenhum site) que tem o desenho de uma bunda como logomarca e um slogan que não tem nada a ver com a idéia central de uma organização, digamos, temática. Me disseram até que as suítes foram batizadas com nomes bem sugestivos, como Pelourinho e Casa Grande...

Enfim, "cumplicidade a toda hora" não é, sob o meu ponto de vista, o slogan mais adequado. Não combina. Sem falar que nomear um motel dessa forma já não é uma idéia das mais brilhantes, visto que tira todo o romantismo que a maioria das mulheres aprecia nessas situações. Mas, se é pra seguir o padrão, eu pensei em algo que poderia gerar uma relação mental mais imediata, como "escravize seu amor" ou "chicotada de amor não dói", usando imagens de um capataz malvado ou uma escrava amarrada e semi-nua em uma cadeira erótica, com um gelzinho lubrificante em uma das mãos.

Marketing à parte, deve ser um bom lugar pra dar uma variada. Afinal, o banco do teu carro já deve estar ficando desconfortável e entediante, não?

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Você poderia salvar minha vida, mas eu relevo

DinheiroSexta-feira. Dia de passear, se divertir, beber com os amigos, esquecer do trabalho e ignorar os projetos da faculdade. Pensar em coisas boas e fazer coisas ainda melhores. A não ser, é claro, no fim do mês, quando o dinheiro acaba, o cartão de crédito estoura o limite e, por motivos que só o Espírito Santo pode compreender, o cartão do banco dá defeito e não tira nem saldo no caixa eletrônico.

Aliás, esse é um dos problemas que os bancos não estão nem um pouco preocupados em resolver, né? O cartão dá problema numa sexta-feira no final da tarde, a agência já fechou e só os caixas eletrônicos estão funcionando. Você não tem nem um centavo na carteira, mas precisa do dinheiro pra evitar que o fim de semana seja um tédio mortal, regado à Faustão e Temperatura Máxima. Então, numa tentativa desesperada de salvar sua vida social, você liga para a Central de Atendimento:
- Boa tarde, eu sou correntista deste banco e meu cartão está com problema.
Aparece uma mensagem de erro e eu não consigo efetuar nenhuma operação.
- O
senhor já tentou estar retirando o cartão da máquina bem devagar?
- Já.
- Então o senhor terá que estar se encaminhando para a sua agência na
segunda-feira para estar resolvendo esse problema.
- Mas eu preciso fazer um
pagamento hoje.
- Só segunda-feira, na sua agência, senhor.
- Mas depois
eu vou ter que pagar com juros.
- Só segunda-feira, senhor.
- Mas eu
preciso de dinheiro pra beber hoje!
- Só segunda, senhor.
- Mas aquela
menina que eu tava dando em cima deu mole pra mim e a gente vai sair hoje. Como
eu vou pagar o motel?
- Segunda!
- Humpf.
O teu cartão tá funcionando direito, né, miserável?